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Um olhar para o 9º ano

Uma análise de dados dos municípios brasileiros com base no IDeA apontou para o 9º ano a qualidade de aprendizagem e a equidade por nível socioeconômico, de raça e de gênero em Matemática e em Língua Portuguesa e mostrou as diferenças entre regiões do país e entre as capitais dos estados.

Notou-se que os municípios com aprendizagem alta e equidade de aprendizagem entre grupos de nível socioeconômico e raciais são raros em Língua Portuguesa e em Matemática. Por grupos de NSE e de raça, como padrão geral, nos níveis mais baixos de aprendizagem, há maior concentração de municípios em situação de equidade. E nos níveis mais altos de aprendizagem, médio e médio-alto, a equidade é rara, e há maior concentração de municípios em situações de desigualdade.

Entre as regiões do país, quanto à equidade e às desigualdades por nível socioeconômico e por raça: há mais municípios em situação de maior equidade no Norte e no Nordeste, mas em situações de baixa aprendizagem; e há mais municípios em situação de maior desigualdade no Sul e no Sudeste, com concentração de municípios em situação de desigualdade maior no Sul do que no Sudeste.

No Norte e Nordeste, na quase totalidade dos municípios o desempenho dos meninos em matemática é melhor que o das meninas; já no Sul e Sudeste há número razoável de ocorrências em que as meninas têm desempenho melhor do que os meninos.

O grupo de capitais com menor aprendizagem concentra capitais de estados do Nordeste e Norte, e as de menor aprendizagem são mais equitativas por nível socioeconômico. Já o grupo de capitais com aprendizagem mais alta concentra capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e as de maior aprendizagem são as mais desiguais por nível socioeconômico.