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Desigualdades educacionais por gênero

O IDeA traça um retrato das desigualdades de aprendizagem por gênero nos municípios brasileiros.

No 5o ano, em Língua Portuguesa, há desigualdades em 4.753 municípios, 85% do total. Em praticamente todos os municípios com desigualdades, as meninas têm vantagem sobre os meninos Em Matemática, o cenário é diferente. Há desigualdades em 2.073 municípios, 37% do total. Dentre esses municípios com desigualdades, as meninas têm vantagens em 789 deles (38%) e os meninos, nos outros 1.284 (62%).

No 9o ano, em Língua Portuguesa o padrão se mantém. Há desigualdades em 4.534 municípios, 81% do total. Em praticamente todos esses municípios, as meninas têm vantagem. Em Matemática, os municípios desiguais aumentam para 2.656, 48% deles. Dentre esses municípios desiguais, as meninas têm vantagens em apenas 127 deles (5%) e os meninos, nos outros 2.529 (95%).

Os dados do IDeA podem ser vistos com mais detalhes no relatório de análise com as ferramentas de consulta do portal o usuário pode criar seus próprios gráficos, observando cidades e regiões específicas.

Os resultados brasileiros confirmam em parte os padrões encontrados em outros países. A vantagem das meninas em língua materna e o aumento da vantagem dos meninos em Matemática, conforme aumentam as séries escolares, são apontados por Baudelot e Establet emAllez les Fillez!, de 1992. Um balanço da literatura existente desde os anos 1980 até o início dos anos 2000, que também destaca o aumento das desigualdades em matemática conforme aumentam as séries escolares, pode ser encontrado no artigo de Andrade, Franco e Carvalho, de 2003, que analisa particularidades do caso brasileiro. A OCDE publicou, em 2012, um relatório abrangente baseado nos resultados do PISA . Em 2019, as desigualdades em matemática e ciências foram objeto de uma análise abrangente, com dados para 20 países em um intervalo de 20 anos, feita por pesquisadoras da International Association for the Evaluation of Educational Achievement