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Após o fechamento das escolas, quantos evadirão na volta às aulas?

Leia o texto original do jornal Le Monde, publicada no dia 7 de julho de 2020 aqui

Neste texto opinativo, Noémie Le Donné, pesquisadora em educação da OCDE, questiona o possível aumento da evasão escolar no ano letivo 2020-2021 como resultado do fechamento das escolas. Para a pesquisadora, a evasão deve ser uma forte preocupação para os governantes, os sistemas educativos, as famílias e, até mesmo, as empresas, pois é um sintoma das desigualdades de sucesso escolar. A evasão poderia ser descrita como um processo de etapas sucessivas, incluindo “dificuldades de escolarização precoce, problemas de comportamento, absenteísmo e, por fim, a evasão”.

Em média 9% dos jovens franceses evadem a cada ano, a maioria deles são homens, de meios populares, famílias monoparentais e falam outra língua, que não o francês, dentro de casa. Além do meio socioeconômico, outros fatores trazidos pela pesquisadora como influenciadores da performance dos alunos são o contexto territorial e o tipo de estabelecimento escolar. Apesar de ter uma média de evasão um pouco abaixo da União Europeia (11% em 2016), o absenteísmo, percursor da evasão, aumentou na França entre 2015 e 2018. Com o fechamento das escolas e ensino online/híbrido, a pesquisadora teme que os alunos sejam perdidos pelo radar educacional. Sendo assim, evoca a necessidade de se pensar políticas específicas para tentar manter esses alunos matriculados.