IDeA

Eixo 5 – Uso do tempo extraescolar (diagnósticos e intervenções)

Estudos no campo educacional têm reconhecido cada vez mais a importância do que acontece fora da sala de aula para os resultados do trabalho escolar. Neste eixo, o que se focaliza é o impacto de usos diferenciais do tempo extraescolar sobre a aprendizagem dos alunos. É sabido que essa é uma dimensão que afeta desigualmente estudantes provenientes de meios sociais distintos.

Uma parte dos estudos aqui reunidos visa diagnosticar e mensurar esse impacto. Por exemplo, um conjunto de pesquisas, notadamente norte-americanas, tem identificado que durante os períodos mais longos de não escolarização (feriados, mas, sobretudo, as férias longas de verão), as crianças mais pobres sofrem perdas (ou ausência de ganhos) em seus processos de aprendizagem, o que não ocorre com seus pares socialmente favorecidos, os quais, ao final desses períodos, mantêm ou até aumentam seus níveis de desempenho em áreas como leitura e matemática. Tais comparações são obtidas através de testes aplicados antes e depois das férias. O chamado “revés de verão” (summer setback) tem sido evidenciado por essas pesquisas como um importante fator de desigualdade de desempenho entre alunos ricos e pobres – especialmente no caso das habilidades de leitura, configurando o chamado summer reading setback. Outras pesquisas demonstram que, mesmo quando o tempo extraescolar (extratime) é usado em atividades com fins educativos – como, por exemplo, aulas de reforço ou atividades de enriquecimento cultural (visitas a museus etc.) –, as características desse uso e seus benefícios são desiguais, variando conforme o meio social do educando.

Diante desse cenário, outra parte dos estudos documenta e avalia programas educacionais que visam atuar na redução dessas desigualdades escolares (achievement gap) por meio de atividades educativas implementadas fora da escola, seja no contraturno escolar, seja durante os recessos letivos (as chamadas extratime activities). Tais estudos contemplam três grandes tipos de programas, desenvolvidos em sua maioria nos países da América do Norte, a saber:

Programas ou escolas de verão (summer schools), cuja finalidade é a recuperação das perdas sofridas durante esse período de não escolarização, sobretudo pelos alunos pertencentes às camadas populares – incluindo até mesmo um programa de verão na Educação Infantil (kindergarten summer school);

Summer Reading Intervention, que consiste em experiências de fornecimento, aos alunos, nos últimos dias do ano letivo, de livros a serem lidos durante o verão, em alguns casos com orientações prévias para a atividade de leitura;

Programas ditos de after school, constituídos por atividades extraescolares de apoio e suporte pedagógico aos alunos, monitorias, aulas de reforço, aulas extras aos sábados etc.

Cabe ressaltar que o conjunto desses estudos não chega a resultados conclusivos sobre a eficácia dos programas no combate às iniquidades acadêmicas, na medida em que eles evidenciam graus diferentes de efetividade das intervenções e apontam certa variação segundo o contexto escolar e a disciplina focalizada (sobretudo leitura e matemática).

Por fim, cumpre assinalar que a ausência total de trabalhos em língua portuguesa neste eixo não significa que inexistam programas dessa natureza no Brasil. Sabe-se, por exemplo, da existência de diversos tipos de projetos culturais e/ou pedagógicos no chamado “contraturno escolar”, oferecidos por organizações da sociedade civil. No entanto, faltam avaliações sistemáticas sobre os efeitos dessas iniciativas e, particularmente, sobre os impactos negativos dos períodos de não escolarização. O agravante é que, no caso brasileiro, para além dos recessos escolares regulares, esses períodos são especialmente frequentes e de natureza variada, quer se pense nos prolongados períodos de greve dos profissionais do ensino, na suspensão de aulas em razão de danos provocados pela violência urbana ou nos diferentes tipos de adversidades que assolam os territórios mais vulneráveis.

Studies in the field of education have been acknowledging more and more the importance of what takes place outside the classroom in the results of school work. In this axis, the focus is on the impact of different uses of the time outside the school on students’ learning. It is known that this is a dimension that unequally affects students from diverse social groups.

A part of the studies assembled here aims to diagnose and measure this impact. For instance, a set of researchers, mainly from the U.S., has identified that during the longer periods without classes (holidays but, especially, the long summer vacations), the poorer children have setbacks (or lack of gain) in their learning processes, what does not happen with their more socially privileged peers, who, at the end of those periods, maintain or even increase their achievement levels in reading and Mathematics. Such comparisons are obtained by tests given before and after the vacations. The so-called summer setback has been shown by these researches as an important factor of achievement inequality between rich and poorer students- especially in their reading abilities, establishing a summer reading setback. Other researches show that, even when the extratime is used in activities with educational purposes- such as, for example, tutoring classes or cultural enrichment activities (visits to museums, etc.) – their characteristics and benefits, vary depending on the students’ social environment.

Faced by this scenario, another part of the studies documents and evaluates educational programs that aim to reduce these school inequalities (achievement gap) through educational activities outside the school, that is during school countershift (the so called extratime activities). Such studies analyze three types of program, mainly developed in North American countries:

Summer programs or summer schools: aiming to recover the losses during this no-school period, mainly among poorer students- including even a kindergarten summer school.

Summer reading intervention: experiences which, at the last day of the school year, provide books for students to read during summer, in some cases with previous reading guidance.

After school programs: extracurricular activities and pedagogical support to students, tutoring, extra classes on Saturdays, etc.

It is worth highlighting that this set of studies do not reach conclusive results on the efficiency of programs to combat academic inequality, as they show different levels of intervention efficiency and point out a certain variation according to the school context and subject focused (especially reading and Mathematics).

Finally, it is interesting to point out that the total absence of works in Portuguese in this axis does not mean that such programs do not take place in Brazil. We know, for example, that there are several types of cultural and/or pedagogical programs in the “school countershift”, offered by civil society organization. However, there seems to be a lack of systematic evaluations on the effects of these initiatives and, particularly, on the negative effects of this no-school time. To make matters worse, in the Brazilian case, besides the regular school breaks, these periods are especially frequent and with various nature, when we consider the long periods of teacher/staff strike, the lack of classes due to urban violence, or the different types of adversities that disrupt more vulnerable territories.

Inglês

Afterschool Alliance. The importance of afterschool and summer learning programs in African American and Latino communities. Afterschool Alert Issue Brief, n. 59, Washington DC: Afterschool Alliance, 2013. (ONG)

http://afterschoolalliance.org/issue_briefs/issue_African-American-Latino-Communities_59.pdf

Abstract/résumé/resumo: In classrooms across the country, when students hear the bell ring at 3 p.m., it signals the end of the school day and, for many, the start of an afternoon without supervision, without productive activities and without direction. Afterschool and summer learning programs are filling the invaluable role of providing essential services–such as a safe and supervised environment, academically enriching activities, healthy snacks and meals, and caring and supportive mentors–to children and families most in need of support. The need for these afterschool and summer learning programs is especially vital in African-American and Latino communities, communities that are experiencing higher levels of poverty, homelessness and food insecurity, and are facing disparities in education and access to extracurricular activities. Funding for afterschool and summer learning programs is a sound investment that will help meet the demands of, and bring much needed services to, African-American and Latino communities by: (1) Ensuring children have access to academically enriching activities, helping close the opportunity gap between higher-income and lower-income families; (2) Tackling the achievement gap between white students and African-American and Latino students by increasing attendance, homework completion and engagement in school, and ultimately raising graduation rates and test scores; (3) Combating food insecurity among children by providing nutritious snacks and meals, which are especially important during the summer months when schools are out of session; and (4) Providing working parents with peace of mind knowing that their child is in a safe and supervised space during the out-of-school hours. At a time when afterschool programs serving communities that are in most need of help are struggling to keep pace with demand, greater investments at the federal, state and local levels are essential to make certain all children have access to the range of benefits afterschool and summer learning programs provide and are better equipped to succeed in school and life.

Nas salas de aula ao redor do país, quando os alunos ouvem a campainha tocar às 15h, é o sinal do fim do dia escolar, e, para muitos, o começo de uma tarde sem supervisão, sem atividades produtivas e sem um direcionamento. Os programas de aprendizagem extraescolares e durante as férias de verão estão cumprindo um papel inestimável de fornecer serviços essenciais – tais como um ambiente seguro e supervisionado, atividades de enriquecimento acadêmico, lanches e refeições saudáveis e mentores carinhosos e que os apoiem – para as crianças e famílias que mais precisam de apoio. A necessidade desses programas extraclasse e de férias é especialmente vital nas comunidades negras e latinas, comunidades essas que apresentam altos índices de pobreza, falta de moradia, insegurança alimentar e que enfrentam disparidades educacionais e no acesso a atividades extraescolares. O apoio financeiro para programas extraescolares e de verão constitui um investimento sólido que irá ajudar a cobrir as necessidades e trazer serviços extremamente necessários para as comunidades negras e latinas ao: 1) assegurar que as crianças tenham acesso a atividades de enriquecimento acadêmico, ajudando a diminuir os gaps de oportunidade entre famílias de alta e baixa renda; 2) atacar o gap de rendimento entre alunos brancos e os negros e latinos, assegurando frequência escolar, realização dos deveres de casa e engajamento escolar, o que, em última instância, aumentaria as taxas de conclusão de curso, os níveis de formatura e os resultados escolares; 3) combater a insegurança alimentar entre as crianças, fornecendo lanches e refeições nutritivas, o que é especialmente importante durante os meses de verão, quando as escolas não estão funcionando; e 4) dar aos pais trabalhadores paz de espírito por saberem que seus filhos estão em um espaço seguro e supervisionado durante o período não escolar. Em um momento no qual os programas extraescolares que atendem às comunidades mais necessitadas estão com dificuldades para atender à demanda, mais investimentos em nível federal, estadual e local são essenciais para garantir que todas as crianças tenham acesso a uma gama de benefícios que podem ser garantidos pelos programas extraescolares e de verão, estando assim mais bem preparadas para ter sucesso na escola e na vida.

Afterschool Alliance. America after 3PM: Afterschool programs in demand, 2014.

http://afterschoolalliance.org/documents/AA3PM-2014/AA3PM_National_Report.pdf

Abstract/résumé/resumo: America After 3PM spans a decade of data chronicling how children spend the hours between 3 and 6 p.m. — the hours after school ends and before parents typically return home from work. It highlights the trends of afterschool program participation, documents the benefits associated with participation in afterschool programs, and measures public support for afterschool programs.

America After 3PM (América depois das 15h) abrange uma década de dados que mostram como as crianças gastam o tempo entre 15h e 18h – as horas depois do fim da escola e antes do horário que os pais costumam voltar do trabalho. O relatório enfatiza as tendências na participação dos programas extraclasse, documenta os benefícios associados à participação nos programas extraescolares e mede o apoio do público a esses programas.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Estados Unidos

ALEXANDER, K. L.; ENTWISLE, D. R.; OLSON, L. S. Schools, achievement, and inequality: A seasonal perspective. Educational Evaluation and Policy Analysis, v. 23, n. 2, p. 171-191, 2001.

http://journals.sagepub.com/doi/10.3102/01623737023002171

Abstract/résumé/resumo: Are there socioeconomic differences in the seasonality of children’s learning over the school year and summer months? The achievement gap across social lines increases during the primary grades, as much research indicates, but descriptive analyses and HLM within-person growth models for a representative panel of Baltimore school children demonstrate that the increase can be traced mainly to the out-of-school environment (i.e., influences situated in home and community). School-year verbal and quantitative achievement gains are comparable for upper socioeconomic status (SES) and lower SES children, but summer gains, when children are out of school, evidence large disparities. During the summer, upper SES children’s skills continue to advance (albeit at a slower rate than during the school year), but lower SES children’s gains, on average, are flat. This seasonal pattern of achievement gains implies that schooling plays an important compensatory role, one that is obscured when achievement is compared on an annual basis, as is typical. Policy implications of the seasonality of learning are discussed, including support for preventive measures over the preschool years and for programs, possibly including calendar reforms and summer school, to support disadvantaged children’s learning year-round.

Há diferenças socioeconômicas na sazonalidade da aprendizagem escolar durante o ano letivo e nos meses de férias de verão? O gap de rendimento pelas linhas sociais aumenta durante os primeiros anos, como indicado por muitas pesquisas, mas análises descritivas e Hierarchical linear modeling (HLM) – Modelo multinível do crescimento individual para um painel representativo das crianças em idade escolar de Baltimore demonstram que um aumento pode ser traçado especialmente em ambientes extraescolares (influências em casa e na comunidade). Os ganhos de rendimento verbal e quantitativos durante o ano letivo são comparáveis entre as crianças de NSE mais altos e as de NSE mais baixo, mas os ganhos durante o verão, quando as crianças estão fora da escola, evidenciam grandes disparidades. Durante o verão, as habilidades das crianças de NSE mais alto continuam aumentar (mesmo que num ritmo mais lento do que durante o ano letivo), mas os ganhos das crianças de NSE mais baixo ficam, em média, estagnados. Esse padrão sazonal dos ganhos de rendimento sugere que a escolarização tem um papel compensatório importante, papel esse que é ocultado quando o rendimento é comparado em uma base anual, como é de costume. As implicações dessa sazonalidade nas políticas públicas são discutidas, como a inclusão de apoio para medidas preventivas durante os anos pré-escolares e para possíveis programas, assim como reformas no calendário e nas escolas de verão, a fim de apoiarem a aprendizagem dos alunos desfavorecidos ao longo de todo ano.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Baltimore (EUA)

ALLINGTON, Richard L.; MCGILL-FRANZEN, Anne; CAMILLI, Gregory; WILLIAMS, Lunetta; GRAFF, Jennifer; ZEIG, Jacqueline; ZMACH, Courtney; NOWAK, Rhonda. Addressing Summer Reading Setback among Economically Disadvantaged Elementary Students. Reading Psychology, v. 31, n. 5, p. 411-427, 2010.

Much research has established the contribution of summer reading setback to the reading achievement gap that is present between children from more and less economically advantaged families. Likewise, summer reading activity, or the lack of it, has been linked to summer setback. Finally, family socioeconomic status has been linked to the access children have to books in their homes and neighborhoods. Thus, in this longitudinal experimental study we tested the hypothesis that providing elementary school students from low-income families with a supply of self-selected trade books would ameliorate summer reading setback. Thus, 852 students from 17 high-poverty schools were randomly selected to receive a supply of self-selected trade books on the final day of school over a 3-year period, and 478 randomly selected students from these same schools received no books and served as the control group. No further effort was provided in this intervention study. Outcomes on the state reading assessment indicated a statistically significant effect (p = 0.015) for providing access to books for summer reading along with a significant (d = 0.14) effect size. Slightly larger effects (d = 0.21) were found when comparing the achievement of the most economically disadvantaged students in the treatment and control groups.

Muitas pesquisas estabeleceram a contribuição do atraso de verão na leitura no gap de rendimento de leitura existente entre crianças de famílias mais e menos privilegiadas. Da mesma forma, a atividade de leitura durante o verão, ou a falta dela, vem sendo ligada ao atraso de versão. Finalmente, o status socioeconômico da família está ligado ao acesso que as crianças têm a livros dentro das suas casas e vizinhanças. Sendo assim, nesse estudo longitudinal experimental testamos a hipótese de que fornecer aos alunos de ensino fundamental de famílias de classe baixa livros selecionados por eles poderia amenizar o atraso de leitura no verão. Dessa forma, 852 alunos de 17 escolas com alto índice de pobreza foram randomicamente selecionados para receber um estoque de livros comerciais selecionados por eles no último dia de escola por um período de três anos, 478 alunos das mesmas escolas foram randomicamente selecionados para não receber nenhum livro, servindo assim de grupo controle. Nenhuma outra ação foi feita durante esse estudo de intervenção. Os resultados em uma avaliação de leitura do estado indicam um efeito estatisticamente significante (p = 0,015) em oferecer acesso a livros para leitura durante o verão, assim como um efeito de tamanho significante (d = 0,14). Efeitos um pouco maiores (d = 0,21) foram encontrados quando comparados os desempenhos dos alunos menos privilegiados nos grupos de tratamento e controle.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Flórida (EUA)

ALLINGTON, Richard; MCGILL-FRANZEN, Anne. The Impact of Summer Setback on the Reading Achievement Gap. Phi Delta Kappan, v. 85, p. 68-75, 2003.

https://www.researchgate.net/publication/270666612_The_Impact_of_Summer_Setback_on_the_Reading_Achievement_Gap

Abstract/résumé/resumo: -

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Estados Unidos

AUGUSTINE, Catherine H; THOMPSON, Lindsey E. Making Summer Last: Integrating Summer Programming into Core District Priorities and Operations. Santa Monica, CA: RAND Corporation, 2017. (ONG)

https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR2038.html.

Abstract/résumé/resumo: During the school year leading up to summer 2015, summer leaders in Dallas, Pittsburgh, and Rochester made concerted efforts to integrate their summer learning programs into the core priorities and operations of the larger school district as a strategy to increase sustainability. This report examines these efforts and their impacts. The recommendations should be useful to leaders of district-led summer programs and others who support sustaining them. Data for this report are drawn from interviews, meeting minutes, and summer program and district documents. Starting in November 2015 through January 2016, the authors interviewed 62 district staff members involved in summer programming in these three districts. This report does not intend to represent all aspects of integration within each of these districts. The experiences of these districts will not necessarily correspond to experiences in other districts. The goal is to independently record and analyze their work as accurately as possible and to identify lessons that other summer leaders might find useful for improving the sustainability of their summer programs. The findings should be of interest to others who lead or support summer learning programs. The findings in this report include why the summer leaders pursued integration and the strategies they used to do so.

Durante o ano letivo que culminou no verão de 2015, os líderes dos programas de verão de Dallas, Pittsburgh e Rochester fizeram esforços combinados para integrar os programas de aprendizagem de verão com as prioridades e operações-chave do distrito escolar como uma estratégia para aumentar sua sustentabilidade. Esse relatório examina esses esforços e seus impactos. As recomendações podem ser úteis para outros líderes de programas de verão liderados pelos distritos e outras pessoas/instituições que os apoiam. Os dados desse relatório foram coletados por meio de entrevistas, atas de reuniões e documentos dos distritos e dos programas de verão. Começando em novembro de 2015 e indo até janeiro de 2016, os autores entrevistaram 62 funcionários dos três distritos que estavam envolvidos na programação de verão. As experiências desses distritos não necessariamente correspondem às experiências de outros distritos. O objetivo é coletar e analisar de forma independente e o mais precisamente possível os trabalhos e identificar as aprendizagens feitas pelos líderes de verão que podem ser úteis para melhorar a sustentabilidade dos programas. Os resultados podem interessar outras pessoas que lideram ou apoiam os programas de aprendizagem de verão. Os resultados desse relatório incluem o porquê dessa tentativa de integração e quais as estratégias usadas pelos líderes para garantir essa integração.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Dallas, Pittsburg e Rochester (EUA)

DENTON, Carolyn A; SOLARI, Emily J.; CIANCIO, Dennis J.; HECHT, Steven A.; SWANK, Paul R. A Pilot Study of a Kindergarten Summer School Reading Program in High-Poverty Urban Schools. The Elementary School Journal, v. 110, n. 4, p. 423-439, June, 2010.

https://www.journals.uchicago.edu/doi/pdfplus/10.1086/651190

This pilot study examined an implementation of a kindergarten summer school reading program in 4 high-poverty urban schools. The program targeted both basic reading skills and oral language development. Students were randomly assigned to a treatment group (n = 25) or a typical practice comparison group (n = 28) within each school; however, randomization was compromised due to school circumstances, resulting in a quasi-experimental design. Instruction was delivered by the schools’ regular teachers during 20 full-day summer school sessions. Each day treatment group students received large-group listening comprehension and vocabulary lessons anchored in storybook reading, along with small-group lessons focused on basic reading skills and listening comprehension. The intervention was associated with improved outcomes for treatment group students in word reading and listening comprehension with mixed results for phonemic awareness and no significant between-group differences in reading fluency or vocabulary. Such an approach is potentially efficacious, suggesting the need for further research.

Esse estudo piloto analisou a implementação de um programa de leitura durante o verão no jardim de infância de quatro escolas urbanas com alto índice de pobreza. O programa focava no desenvolvimento de habilidades básicas de leitura e no desenvolvimento da linguagem oral. Os alunos dentro de cada escola foram randomicamente separados em grupo de tratamento (n = 25) ou um grupo de controle ao qual foram aplicadas as práticas tradicionais (n = 28); contudo, a randomização foi comprometida pelas circunstâncias das escolas, resultando em um desenho quase experimental. A instrução era dada pelos professores regulares da escola durante 20 sessões que duravam o dia inteiro. Cada aluno do grupo de tratamento recebia diariamente um grande número de atividades de compreensão auditiva e lições de vocabulário apoiadas pela leitura de livros de história, acompanhadas por aulas com pequenos grupos focadas em habilidades básicas de leitura e compreensão auditiva. A intervenção foi associada com a melhora dos resultados dos alunos do grupo de tratamento em leitura de palavras e compreensão auditiva, resultados misturados relativos à consciência fônica e nenhum resultado significativo entre os grupos com relação à fluência de leitura ou vocabulário. Tal abordagem tem potencial para ser eficaz, sugerindo a necessidade de mais estudos.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Estados Unidos

DOBBIE, Will; FRYER JUNIOR, Roland. Are High-Quality Schools Enough to Increase Achievement Among the Poor? Evidence from the Harlem Children’s Zone. American Economic Journal: Applied Economics, v. 3, n. 3, 2011.

http://www2.econ.iastate.edu/classes/econ321/orazem/Fryer_high_quality_schools.pdf

Abstract/résumé/resumo: Harlem Children’s Zone (HCZ), an ambitious social experiment, combines community programs with charter schools. We provide the first empirical test of the causal impact of HCZ charters on educational outcomes. Both lottery and instrumental variable identification strategies suggest that the effects of attending an HCZ middle school are enough to close the black-white achievement gap in mathematics. The effects in elementary school are large enough to close the racial achievement gap in both mathematics and ELA. We conclude with evidence that suggests high-quality schools are enough to significantly increase academic achievement among the poor. Community programs appear neither necessary nor sufficient.

A Harlem Children’s Zone (HCZ) é um experimento social ambicioso que combina programas comunitários com charter schools. Fizemos o primeiro estudo empírico dos impactos causais das HCZ charters nos resultados educacionais. Tanto a loteria como as estratégias de identificação de variáveis instrumentais sugerem que os efeitos em frequentar um HCZ no middle school são suficientes para diminuir o gap de rendimento entre negros e brancos em matemática. Os efeitos no ensino fundamental são suficientemente altos para diminuir os gaps de rendimento por raça em matemática e linguagem. Concluímos com evidências que sugerem que escolas de alta qualidade são suficientes para aumentar significativamente o rendimento acadêmico entre os pobres. Os programas comunitários não parecem ser necessários ou suficientes.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Harlem, NY (EUA)

JERRIM, John. Extra time: Private tuition and out-of-school study, new international evidence. Sutton Trust, Sept, 2017. (ONG)

https://www.suttontrust.com/wp-content/uploads/2017/09/Extra-time-report_FINAL.pdf

Abstract/résumé/resumo: This report by John Jerrim combines our long-running polling series of 11-16 year olds with new information available for the first time from PISA. This shows how private tuition and out-of-school instruction compare internationally. Talented young people from less well-off backgrounds receive substantially less extra help than those from more advantaged backgrounds. Also stark is the inequality in access to parental help with homework. This shows how much more needs to be done to support parental engagement for those from less well-off backgrounds. Our polling with Ipsos MORI surveyed 2,612 young people aged 11-16 in England and Wales, along with 269 in Scotland, about private tuition. It finds that almost one in three 11-16 year old state school students in England and Wales have had private tuition at some point in their life. In London, the proportion is now almost half of young people.

Este relatório do pesquisador John Jerrim reúne nossa longa série de pesquisas com jovens entre 11 e 16 anos com novas informações disponíveis pela primeira vez pelo PISA. Ele mostra como as aulas particulares e o ensino extraescolar se comparam internacionalmente. Jovens talentosos de meios menos favorecidos recebem substancialmente menos ajuda extra do que os de meios mais favorecidos. Outra forte diferença é a desigualdade de acesso à ajuda parental nos deveres de casa. Isso mostra o quão mais deve ser feito para apoiar o engajamento parental daqueles de meios menos favorecidos. Nossa pesquisa com Ipsos MORI investigou 2.612 jovens entre 11 e 16 anos da Inglaterra e do País de Gales, assim como 269 escoceses, sobre aulas particulares. Os resultados apontam que quase um em cada três alunos de escolas públicas entre 11 e 16 anos na Inglaterra e em Gales tiveram algum tipo de aula particular em algum momento da vida. Em Londres, essa proporção é de quase metade dos jovens.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Grã-Bretanha

JONES, S.; BRUSH, K.; BAILEY, R.; BRION-MEISELS, G.; MCINTYRE, J.; KAHN, J.; NELSON, B.; STICKLE, L. Navigating SEL from the inside out: Looking inside & across 25 leading SEL programs – A practical resource for schools and OST providers. Cambridge, MA: Harvard Graduate School of Education, 2017. (ONG)

http://www.wallacefoundation.org/knowledge-center/Documents/Navigating-Social-and-Emotional-Learning-from-the-Inside-Out.pdf

Abstract/résumé/resumo: This in-depth guide to 25 evidence-based programs—aimed at elementary schools and out-of-school-time (OST) providers—offers information about curricular content and programmatic features that practitioners can use to make informed choices about their Social and Emotional Learning (SEL) efforts. The guide allows practitioners to compare curricula and methods across top SEL programs. It also explains how programs can be adapted from schools to out-of-school-time settings, such as afterschool and summer programs.

Este guia aprofundado de 25 programas baseados em evidências – direcionado para escolas de Ensino Fundamental e programas extraescolares – oferece informações sobre o conteúdo curricular e características programáticas que podem ser usadas para tomar decisões informadas sobre os esforços em Social and Emotional Learning (SEL) – Aprendizagem Social e Emocional. Este guia permite a comparação de currículos e métodos dos mais importantes programas de SEL. Ele também explica como os programas podem ser adaptados para contextos escolares e paraescolares, tais como programas de verão ou extraescolares.

NUMBER OF CITATIONS/NOMBRE DE CITATIONS/NÚMERO DE CITAÇÕES: 2

MCCOMBS, J. S.; WHITAKER, A.; YOO, P. Y. The Value of Out-of-School Time Programs. Santa Monica, CA: RAND Corporation. 2017. (ONG)

http://www.wallacefoundation.org/knowledge-center/Documents/The-Value-of-Out-of-School-Time-Programs.pdf

Abstract/résumé/resumo: -

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa:: Estados Unidos

SLOAN MCCOMBS, Jennifer; PANE, John; H. AUGUSTINE, Catherine; SCHWARTZ, Heather; MARTORELL, Paco; ZAKARAS, Laura. Ready for Fall? Near-Term Effects of Voluntary Summer Learning Programs on Low-Income Students’ Learning Opportunities and Outcomes, 2014. (ONG)

https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR815.html

Abstract/résumé/resumo: Prior research has determined that low-income students lose more ground over the summer than their higher-income peers. Prior research has also shown that some summer learning programs can stem this loss, but we do not know whether large, district-run, voluntary programs can improve students’ outcomes. To fill this gap, The Wallace Foundation launched the National Summer Learning Study in 2011. This five-year study offers the first-ever assessment of the effectiveness of large-scale, voluntary, district-run, summer learning programs serving low-income elementary students. The study, conducted by RAND, uses a randomized controlled trial to assess the effects of district-run voluntary summer programs on student achievement and social and emotional skills over the short and long run. All students in the study were in the third grade as of spring 2013 and enrolled in a public school in one of five urban districts: Boston; Dallas; Duval County, Florida; Pittsburgh; or Rochester, New York. This report, the second of five that will result from the study, looks at how summer programs affected student performance on mathematics, reading, and social and emotional assessments in fall 2013.

Pesquisas prévias mostraram que os alunos de baixa renda perdem mais terreno durante o verão do que seus pares de classes mais elevadas. As pesquisas também mostraram que alguns programas de aprendizagem durante o verão podem diminuir essa perda, mas não saber se programas grandes, voluntários, organizados pelos distritos podem melhorar os resultados dos alunos. Para cobrir esse gap, a Fundação Wallace lançou o National Summer Learning Study em 2011. Esse estudo com duração de cinco anos oferece pela primeira vez uma avaliação da eficiência de programas voluntários de verão organizados pelos distritos no desempenho dos alunos e nas suas habilidades emocionais e sociais a curto e longo prazo. Todos os alunos no estudo estavam no 3º ano (8-9 anos) na primavera de 2013 e matriculados em escolas públicas em um desses distritos urbanos: Dallas; Duval County, Flórida; Pittsburgh; ou Rochester, Nova York. Esse relatório, o segundo de cinco que irão compor esse estudo, observa como os programas de verão influenciaram os resultados dos alunos em matemática, leitura e capacidade social e emocional no outono de 2013.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Boston, Dallas, Duval County, Flórida, Pittsburgh, Rochester, Nova York (EUA)

SOMERS, Marie-Andree; WELBECK, Rashida; GROSSMAN, Jean B.; GOODEN, Susan. An Analysis of the Effects of an Academic Summer Program for Middle School Students. New York: MDRC, Mar., 2015. (NGO).

https://ssrn.com/abstract=2594757

Abstract/résumé/resumo: This report examines the implementation and effects of the academic summer program for middle school students offered by Building Educated Leaders for Life (BELL). BELL’s middle school program serves rising sixth- through eighth-grade students who are performing one to two years below grade level. The goals of the program are to increase students’ literacy and math skills and to enhance their social development. To achieve these goals, BELL provides students with 6.5 hours of daily programming for approximately five weeks, five days per week. In this study, which is funded by the Edna McConnell Clark Foundation’s Social Innovation Fund, the impact of BELL’s middle school program was evaluated using a random assignment research design. Due to various challenges related to student recruitment, the study’s sample size is smaller than planned, and the margin of error around the impact findings is quite large. Even so, the results in this report can still be useful for generating suggestive or preliminary evidence about the potential effects of a full-day, academically oriented summer program model for middle school students. Overall, the findings from this study indicate that BELL mounted a fairly well-run and well-staffed five-week summer program in summer 2012 and that students attended at a high rate even though the program was voluntary. The pattern of impact estimates suggests that, on returning to school in fall 2012, BELL students may have had stronger math skills than they would have had otherwise — equivalent to a little over one month of learning, which is the effect that one would expect from a five-week program during the regular school year. Though the magnitude of this effect is not statistically significant, it is similar in size to what has been found in prior evaluations of voluntary summer programs at the elementary school level. On assessments of reading skills, however, there is no indication that the BELL students outscored their counterparts in the non-BELL group. Taken together, the findings provide suggestive preliminary evidence that voluntary academic summer programs can have positive effects on middle school students’ math achievement but that improving their reading achievement is a more challenging task because it is harder to keep students in this age group engaged. While additional research would be required to confirm these preliminary findings, if true, this suggests that strategies for teaching reading skills to middle school students may need to be different than the approaches used with elementary school students.

Keywords: middle school, math instruction, reading instruction, random assignment.

Este relatório analisa a implementação e os efeitos de programas acadêmicos de verão para alunos do middle school oferecidos pela Building Educated Leaders for Life (BELL). O programa de middle school no BELL atende alunos entre o 6º e o 8º ano que estão com desempenho de um a dois anos abaixo do esperado para a série. Os objetivos do programa são melhorar o letramento dos alunos, suas habilidades em matemática e aprimorar seu desenvolvimento social. Para atingir esses objetivos, o BELL oferece aos alunos 6,5 horas de programação diária durante aproximadamente cinco semanas, cinco dias por semana. Neste estudo, patrocinado pela Fundo de Inovação Social da Fundação Edna McConnell Clark, o impacto do programa de middle school BELL foi avaliado usando um desenho de pesquisa de atribuição aleatória. Devido a vários desafios relativos ao recrutamento de estudantes, o tamanho da amostra é menor do que o planejado e a margem de erro relativa aos resultados de impacto é alta. Mesmo assim os resultados desse relatório podem ser úteis para gerar evidências preliminares e sugestivas sobre os efeitos potenciais de um programa de verão de dia inteiro, academicamente orientado, para alunos de middle school. De uma maneira geral, os resultados desse estudo indicam que o BELL montou um programa de cinco semanas bem estruturado e com boa equipe no verão de 2012, e que os alunos tiveram um alto índice de participação, mesmo sendo o programa voluntário. O padrão de impacto estimado sugere que, ao retornar à escola no outono de 2012, os alunos BELL podem ter conseguido habilidades mais fortes em matemática do que poderiam ter se não fosse o programa – o equivalente a um mês de aprendizagem, o que é o efeito esperado de um programa de cinco semanas durante o ano letivo. Apesar da magnitude desse efeito não ser estatisticamente significante, é similar em tamanho ao que foi encontrado em avaliações prévias de programas voluntários de verão no nível da elementary school. Na avaliação das habilidades de leitura, no entanto, não há indicação de que os alunos BELL tiveram notas mais altas do que os do grupo não BELL. Considerados em conjunto, os resultados dão evidências preliminares sugestivas de que os programas acadêmicos voluntários de verão podem ter efeitos positivos no rendimento em matemática dos alunos de middle school, mas que melhorar seu rendimento em leitura pode ser uma tarefa mais desafiadora, porque é mais difícil manter os alunos desse grupo de idade engajados. Apesar de serem necessárias pesquisas adicionais para confirmar esses resultados preliminares, se forem confirmados, os dados sugerem que as estratégias para ensinar habilidades de leitura para alunos de middle school devem ser diferentes das abordagens usadas com alunos da elementar school.

Palavras-chave: middle school, instrução em matemática, instrução em leitura, atribuição aleatória.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Três distritos escolares nos EUA

WALSH, Mary; MADAUS, George; RACZEK, Anastasia; DEARING, Eric; FOLEY, Claire; AN, Chen; LEE-ST. JOHN, Terrence; BEATON, Albert. A New Model for Student Support in High-Poverty Urban Elementary Schools: Effects on Elementary and Middle School Academic Outcomes. American Educational Research Journal, v. 51, p. 704-737, 2014.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.3102/0002831214541669

Abstract/résumé/resumo: Efforts to support children in schools require addressing not only academic issues, but also out-of-school factors that can affect students’ ability to succeed. This study examined academic achievement of students participating in City Connects, a student support intervention operating in high-poverty elementary schools. The sample included 7,948 kindergarten to fifth-grade students in a large urban district during 1999–2009. School- and student-level treatment effects on report card grades and standardized test scores in elementary through middle school were estimated. Propensity score methods accounted for pre-intervention group differences. City Connects students demonstrated higher report card scores than comparisons and scored higher on middle school English language arts and mathematics tests. This study provides evidence for the value of addressing out-of-school factors that impact student learning.

Keywords: student support, academic outcomes, elementary schools, poverty.

Os esforços para apoiar as crianças nas escolas requerem lidar não apenas com questões acadêmicas, mas também com fatores extraescolares que podem afetar as habilidades dos alunos de terem sucesso. Este estudo analisa o rendimento acadêmico de estudantes participantes do City Connects, uma intervenção de apoio ao aluno que funciona em escolas fundamentais com alto nível de pobreza. A amostra incluiu 7.948 alunos do jardim de infância até o 5º ano em um grande distrito escolar entre 1999 e 2009. Foram estimados os efeitos desse programa em nível escolar nas notas do boletim e nos resultados em testes padronizados em alunos de 5 a 14 anos. Métodos de propensity score contabilizaram as diferenças pré-intervenção entre os grupos. Os alunos participantes do City Connects demonstraram maiores notas nos boletins escolares do que os pares e tiveram notas maiores durante os testes de matemática e linguagem no middle school. Esse estudo evidencia a importância de se lidar com fatores extraescolares que impactam a aprendizagem estudantil. Palavras-chave: apoio estudantil, resultados acadêmicos, escolas de ensino fundamental, pobreza.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Boston (EUA)

Francês

RAHM, Jrène. « L’accès des jeunes provenant de milieux défavorisés aux activités scientifiques extrascolaires : une question d’équité. » Revue des sciences de l’éducation, v. 32, n. 3, p. 733-758, 2006.

https://www.erudit.org/fr/revues/rse/2006-v32-n3-rse1733/016284ar/

Cet article étudie la question de l’iniquité d’accès aux activités parascolaires et aux programmes communautaires en sciences chez les jeunes provenant de milieux défavorisés. Nous avons examiné comment les jeunes profitent de leurs temps libres et nous sommes intéressés à la vulgarisation des sciences, comme le proposent les musées, certaines activités parascolaires et programmes communautaires, et à son accessibilité dans le but de permettre le développement de la culture scientifique pour tous. Notre synthèse critique souligne la problématique d’exclusion en sciences, mais relève aussi l’intérêt de documenter diverses possibilités d’entrée dans la culture scientifique. À travers les descriptions de trois programmes communautaires, nous illustrons ces possibilités en soulignant l’importance de telles opportunités dans la vie des jeunes des milieux défavorisés.

Este artigo estuda a questão da inequidade de acesso a atividades paraescolares e programas comunitários de ciência para jovens provenientes de meios desfavorecidos. Analisamos como os jovens aproveitam seu tempo livre e nos interessamos pela divulgação de ciências, como essa é proposta pelos museus, certas atividades paraescolares e programas comunitários, assim como seu acesso a fim de desenvolver a cultura científica para todos. Nossa síntese crítica enfatiza o problema da exclusão nas ciências, mas também mostra o interesse de documentar diversas possibilidades de entrada na cultura científica. Por meio das descrições de três programas comunitários, ilustramos essas possibilidades, destacando a importância delas na vida dos jovens de meios desfavorecidos.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Canadá

Inglês

FELDMAN, Sandra. Closing the Achievement Gap. In: American Educator, v. 25 n. 3 p. 7-9, Fall, 2001. (ONG – American Federation of teachers)

https://www.aft.org/periodical/american-educator/fall-2001/closing-achievement-gap

Abstract/résumé/resumo:

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Estados Unidos

KIM, James S. Effects of a Voluntary Summer Reading Intervention on Reading Achievement: Results from a Randomized Field Trial. Educational Evaluation and Policy Analysis, v. 28, n. 4, p. 335-355, Winter, 2006.

https://scholar.harvard.edu/files/jameskim/files/2006-eepa-kim-voluntarysummerreading10schoolrct_website.pdf

The effects of a voluntary summer reading intervention were assessed in a randomized field trial involving 552 students in 10 schools. In this study, fourth-grade children received eight books to read during their summer vacation and were encouraged by their teachers to practice oral reading at home with a family member and to use comprehension strategies during independent, silent reading. Reading lessons occurred during the last month of school in June, and eight books were mailed to students biweekly during July and August. The estimated treatment effects on a standardized test of reading achievement (Iowa Test of Basic Skills) were largest for Black students (ES = .22), Latino students (ES = .14), less fluent readers (ES = .17), and students who reported owning fewer than 50 children’s books (ES = .13). The main findings suggest that a voluntary summer reading intervention may represent a scalable policy for improving reading achievement among lower performing students.

Keywords: randomized experiments, summer learning, voluntary reading.

KIM, James S.; GURYAN, Jonathan; WHITE, Thomas G.; QUINN, David M.; CAPOTOSTO, Lauren; KINGSTON, Helen Chen. Delayed Effects of a Low-Cost and Large-Scale Summer Reading Intervention on Elementary School Children’s Reading Comprehension. Journal of Research on Educational Effectiveness, v. 9 suppl. 1, p. 1-22, 2016.

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/19345747.2016.1164780?journalCode=uree20

To improve the reading comprehension outcomes of children in high-poverty schools, policymakers need to identify reading interventions that show promise of effectiveness at scale. This study evaluated the effectiveness of a low-cost and large-scale summer reading intervention that provided comprehension lessons at the end of the school year and stimulated home-based summer reading routines with narrative and informational books. We conducted a randomized controlled trial involving 59 elementary schools, 463 classrooms, and 6,383 second and third graders and examined outcomes on the North Carolina End-of-Grade (EOG) reading comprehension test administered nine months after the intervention, in the children’s third- or fourth-grade year. We found that on this delayed outcome, the treatment had a statistically significant impact on children’s reading comprehension, improving performance by .04 SD (standard deviation) overall and .05 SD in high-poverty schools. We also found, in estimates from an instrumental variables analysis, that children’s participation in home-based summer book reading routines improved reading comprehension. The cost-effectiveness ratio for the intervention compared favorably to existing compensatory education programs that target high-poverty schools. Keywords: reading interventions, reading comprehension, scale-up, summer reading.

Francês

COLLAS, Thomas. « Le public du soutien scolaire privé. Cours particuliers et façonnement familial de la scolarité[*] », Revue française de sociologie, v. 54, n. 3, p. 465-506, 2013.

https://www.cairn.info/revue-francaise-de-sociologie-2013-3-page-465.htm

À l’appui d’une exploitation de la partie « Éducation et famille » de l’« Enquête permanente sur les conditions de vie des ménages » (EPCV, Insee, octobre 2003), la demande de cours particuliers en France est étudiée en considérant ces cours en comparaison avec deux autres formes de shadow education – soutien gratuit et aide des proches – et dans leurs relations avec les autres actes et attitudes participant au façonnement familial des scolarités. L’article avance tout d’abord que les cours particuliers s’inscrivent, d’une part et à la différence du soutien gratuit, dans un halo de pratiques participant à la construction familiale d’un avantage sur la scène scolaire, construction associée à une forte dotation en capitaux scolaire et économique, et qu’ils participent, d’autre part et à l’instar du soutien gratuit, d’un mouvement d’externalisation de l’aide étroitement lié à la configuration du ménage. Le besoin de remédier à des difficultés scolaires perçues et les possibilités matérielles de recours apparaissent ensuite centraux dans la saisie des traits saillants de la population recourant aux cours particuliers.

BILODEAU, A.;LEFEBVRE, C.; DESHAIES, S.; GAGNON, F.; BASTIEN, R.; BELANGER, J.; COUTURIER, Y.; POTVIN, M.; CARIGNAN, N. Les interventions issues de la collaboration école-communauté dans quatre territoires montréalais pluriethniques et défavorisés. Service social, v. 57, n. 2, p. 37-54, 2011.

https://www.erudit.org/fr/revues/ss/2011-v57-n2-ss5004227/1006292ar.pdf

Abstract/résumé/resumo: Cet article décrit les interventions issues de la collaboration école-communauté, en contexte montréalais pluriethnique et socio-économiquement défavorisé, en vertu de leurs domaines d’activités, des objectifs qu’elles poursuivent, des populations visées et des stratégies déployées. Les interventions sont comparées pour les deux ordres d’enseignement. La composition des réseaux d’acteurs de même que les structures et la dynamique collaboratives à la base des interventions sont aussi décrites. L’article discute de la correspondance entre ces interventions et les orientations des politiques publiques en éducation et en santé en vertu desquelles elles sont déployées. Enfin, il interpelle les acteurs quant aux potentialités et limites de ce type d’interventions comme stratégie de soutien à la réussite éducative en contexte pluriethnique et défavorisé.

Mots-clés: collaboration école-communauté, activités parascolaires, réussite éducative en milieu pluriethnique et défavorisé.

Este artigo descreve as intervenções provenientes da colaboração escola-comunidade em um contexto pluriétnico e desfavorecido em Montreal, a partir das suas áreas de atividades, objetivos pretendidos, populações visadas e estratégias utilizadas. As intervenções são comparadas nos dois níveis de ensino. A composição das redes de atores, assim como as estruturas e dinâmicas colaborativas na base das intervenções, são também descritas. O artigo discute a correspondência entre essas intervenções e as orientações de políticas públicas em educação e saúde sob as quais são implantadas. Por fim, interpela os atores quanto às potencialidades e limites desses tipos de intervenção como estratégia de apoio ao sucesso educacional em contexto pluriétnico e desfavorecido.

Palavras-chave: colaboração escola-comunidade, atividades paraescolares, sucesso acadêmico em contexto pluriétnico e desfavorecido.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Montreal (CANADÁ)