IDeA

Eixo 1 – Desigualdades escolares: comparações internacionais

Nesse eixo se agrupam estudos que realizam comparações de dados internacionais sobre resultados de aprendizagem e de políticas públicas educacionais; estudos esses que podem ter relações mais ou menos diretas com a pobreza e a desigualdade social.

Desde a segunda metade do século XX, tais comparações vinham sendo desenvolvidas por organismos internacionais como Information on Education Systems in Europe (EURYDICE) e International Association for the Evaluation of Education Achievement (IEA). No entanto, é de se ressaltar que, com o advento do Programme for International Student Assessment (PISA), realizado desde o ano 2000 pela OCDE, estudos comparativos transnacionais ganharam forte impulso, abrangendo um número maior de países e contemplando cada vez mais análises diacrônicas, que se beneficiam das sucessivas e regulares edições desse programa. Cabe destacar, ainda, a fraca participação do Brasil no tipo de estudos elencados nesse eixo, sendo que o único texto em língua portuguesa incluído neste corpus constitui uma tradução de um trabalho originalmente escrito em francês.

Esse eixo reúne estudos bastante diversos, tanto no que se refere ao número e tipos de países incluídos nas comparações (países do norte e/ou do sul), quanto no que tange aos fatores nelas considerados (padronização curricular; qualificação docente; número de alunos por sala de aula; grau de centralização do sistema de ensino; práticas pedagógicas de enturmação etc.). No conjunto dos estudos, ganha amplo destaque o tracking, compreendido como a separação dos alunos em distintos itinerários de ensino ou seu agrupamento por habilidades em diferentes turmas. Os resultados, em geral, indicam tratar-se de uma variável negativamente associada ao desempenho escolar e, portanto, fator de iniquidade educacional.

Talvez se possa dizer que a principal contribuição desses estudos seja evidenciar que, embora em todos os países investigados a origem social se constitua no fator de maior influência nas desigualdades de desempenho, tal influência não está imune aos efeitos das políticas e práticas educacionais vigentes em cada um dos sistemas nacionais de ensino. Ou seja, “certos sistemas educacionais conseguem melhor que outros limitar o peso do determinismo social” (CRAHAY e BAYE, 2013, p. 865), o que confere relevância e responsabilidade às opções e orientações educacionais tomadas em cada país.

In this axis are the studies that compare international data on achievement and educational public policies; these studies can be more or less directly connected to poverty and social inequality.

Since the second half of the 20th century, such comparisons have been developed by international bodies such as EURYDICE (Information on Education Systems in Europe) and IEA (International Association for the Evaluation of Education Achievement). However, with the advent of PISA (Programme for International Student Assessment, done by OECD since 2000), transnational comparative studies had a strong boost, covering a bigger number of countries and with increasingly more diachronic analyses which take advantage of the successive and regular PISA editions. It is worth mentioning the feeble participation of Brazil in the type of studies presented in this axis, as the only text in Portuguese included in this corpus is a translation of a work originally written in French.

This axis assembles very diverse studies regarding the number and types of countries included in the comparisons (north and/or south countries), as well as the number of factors considered (curriculum standardization; teacher qualification; number of students per class; education system level of centralization; types of grouping etc.). There is a clear prominence of studies on tracking, understood as the separation of students in different educational tracks or their grouping by abilities in different classes. The results, in general, indicate that it is a variable negatively associated to academic performance and, therefore, a factor of educational inequality.

Perhaps we can say that the main contribution of these studies is to show that, even though in all countries researched the social origin is the most influent factor on students’ achievement, such influence is not immune to the effects of educational policies and practices of each national educational system. In other words, “certain educational systems are more efficient than others in limiting the weight of social determinism” (CRAHAY e BAYE, 2013, p. 865), giving relevance and responsibility to the educational options and guidelines taken by each country.

Inglês

BODOVSKI, Katerina; BYUN, Soo-Yong; CHYKINA, Volha; CHUNG, HeeJin. Searching for the Golden Model of Education: Cross-National Analysis of Math Achievement. Compare: A Journal of Comparative and International Education, v. 47, n. 5, 2017.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5687514/

Abstract/résumé/resumo: We utilized four waves of TIMSS data in addition to the information we have collected on countries’ educational systems to examine whether different degrees of standardization, differentiation, proportion of students in private schools and governmental spending on education influence students’ math achievement, its variation and socioeconomic status (SES) gaps in math achievement. Findings: A higher level of standardization of educational systems was associated with higher average math achievement. Greater expenditure on education (as % of total government expenditure) was associated with a lower level of dispersion of math achievement and smaller SES gaps in math achievement. Wealthier countries exhibited higher average math achievement and a narrower variation. Higher income inequality (measured by Gini index) was associated with a lower average math achievement and larger SES gaps. Further, we found that higher level of standardization alleviates the negative effects of differentiation in the systems with more rigid tracking.

Keywords: standardization, differentiation, governmental spending on education, math achievement, socioeconomic gaps in achievement.

Usamos quatro ondas de dados sobre o TIMSS, além de informações coletadas sobre os sistemas educacionais dos países, para analisar se diferentes níveis de padronização, diferenciação, proporção de alunos em escolas privadas e gasto do governo em educação influenciam o rendimento dos alunos em matemática, suas variações e os gaps entre níveis socioeconômicos (NSE) no rendimento em matemática. Resultados: um maior nível de padronização do sistema educacional está associado com maior média no rendimento em matemática. Maior gasto em educação (% de gasto governamental total) estava associado com um menor nível de dispersão e menores gaps entre NSE no rendimento em matemática. Países mais ricos tiveram uma média maior em rendimento em matemática e menores variações. Maior desigualdade de renda (medida pelo índice Gini) estava associada com um rendimento médio em matemática mais baixo e maiores gaps entre NSE. Além disso, descobrimos que um maior grau de padronização reduz os efeitos negativos da diferenciação em sistemas com um tracking mais rígido.

Palavras-chave: padronização, gasto governamental em educação, rendimento matemática, gaps socioeconômicos em rendimento.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: -

CHIU, Ming Ming; KHOO, Lawrence. Effects of Resources, Inequality, and Privilege Bias on Achievement: Country, School and Student Level Analyses. American Educational Research Journal, v. 42, n. 4, Winter, 2005.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.3102/00028312042004575

Abstract/résumé/resumo: This study examined how resources, distribution inequality, and biases toward privileged students affected academic performance. Fifteen-year-olds from 41 countries completed a questionnaire and tests in mathematics, reading, and science. Multilevel regression analyses showed that students scored higher in all subjects when they had more resources in their country, family, or school. Students in countries with higher inequality, clustering of privileged students, or unequal distribution of certified teachers typically had lower scores. Distribution inequality favored privileged students, in that schools with more privileged students typically had more resources. Overall, students scored lower when parent job status had a larger effect on student performance (privileged student bias) in a school or country. These results suggest that equal opportunity is linked to higher overall student achievement.

Keywords: distribution inequality, hierarchical linear modeling, international comparisons, socioeconomic status.

Este estudo analisa como recursos, desigualdade de distribuição e o viés favorável aos alunos privilegiados afeta o rendimento escolar. Jovens de 15 anos de 41 países preencheram um questionário e testes em matemática, leitura e ciência. Análises de regressão multinível mostraram que os alunos tiveram notas mais altas em todas as disciplinas quando tinham mais recursos em seus países, famílias ou escolas. Alunos de países com alto índice de desigualdade, agrupamentos de estudantes privilegiados ou uma distribuição desigual de professores certificados, tinham, normalmente, notas mais baixas. A desigualdade de distribuição favorece os alunos mais privilegiados, visto que as escolas com mais alunos privilegiados normalmente têm mais recursos. No geral, os alunos tiveram notas mais baixas quando o status da profissão dos pais tinha um efeito maior no desempenho do aluno (viés de privilégio do aluno) em uma escola ou país.

Palavras-chave: desigualdade de distribuição, modelo linear hierárquico, comparações internacionais, nível socioeconômico.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: 41 países

CHMIELEWSKI, Anna K.; REARDON, Sean F. Patterns of Cross-National Variation in the Association Between Income and Academic Achievement. AERA Open, v. 2, n. 3, 2016.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/2332858416649593

Abstract/résumé/resumo: In a recent paper, Reardon found that the relationship between family income and children’s academic achievement grew substantially stronger in the 1980s and 1990s in the United States. We provide an international context for these results by examining the income–achievement association in 19 other Organisation for Economic Co-operation and Development countries using data from the Progress in International Reading Literacy Study and the Programme for International Student Assessment. First, we calculate and compare the magnitude of “income achievement gaps” across this sample of countries. Second, we investigate the association between the size of a country’s income achievement gap, its income inequality, and a variety of other country characteristics. We find considerable variation across countries in income achievement gaps. Moreover, the U.S. income achievement gap is quite large in comparison to this sample of countries. Our multivariate analyses show that the income achievement gap is positively associated with educational differentiation, modestly negatively associated with curricular standardization, and positively associated with national levels of poverty and inequality.

Keywords: income achievement gap, cross-national comparisons, international large-scale assessments.

Em um artigo recente, Reardon mostrou que a relação entre renda familiar e desempenho acadêmico dos filhos tomou força substancial nos anos 1980 e 1990 nos Estados Unidos. Oferecemos aqui um contexto internacional para esses resultados examinando a associação renda- rendimento em 19 países da OCDE, usando dados do Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS) e do Programme for International Student Assessment (PISA). Primeiramente, calculamos e comparamos a magnitude dos “gaps de desempenho por renda” por meio dessa amostra de países. Depois, investigamos a associação entre o tamanho do gap de desempenho por renda do país, sua desigualdade de renda e uma variedade de características dos países. Descobrimos uma variação considerável entre os países quanto ao gap de desempenho por renda. Além disso, o gap de desempenho por renda é grande em comparação à amostra dos países. Nossas análises multivariadas mostram que o gap de desempenho por renda é positivamente associado com a diferenciação educacional, modestamente negativa associada com a padronização curricular e positivamente associada com os níveis nacionais de pobreza e desigualdade.

Palavras-chave: gap de desempenho por renda, comparações internacionais, avaliações internacionais de larga escala.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Comparação entre 15 países

LAVRIJSEN, Jeroen; NICAISE, Ides. Educational Tracking, Inequality and Performance: New Evidence from a Differences-in-Differences Technique. Research in Comparative and International Education, v. 11, n. 3, Sept., 2016.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1745499916664818

Abstract/résumé/resumo: One of the important differences between educational systems from different countries is the age at which students are placed into separate tracks. We examined the effects of the age at which tracking occurred on student achievement in a comparative perspective, making use of recent waves of three internationally standardized student assessments (PISA, TIMSS, and PIRLS). In order to control for unobserved national heterogeneity, we adopted a differences-in-differences approach, in which we controlled secondary school results for differences already present in primary school (i.e. before the introduction of tracking). The results indicate that early tracking has a negative effect on mean performance of students, particularly in the domain of literacy. Moreover, by separating out groups with different abilities, it is shown that early tracking has a very strong negative effect on low achieving students, suggesting that disadvantageous peer- and environmental effects in the lower tracks may have detrimental consequences on students’ academic achievements. By contrast, a null effect on the group of top achieving students was found, suggesting that comprehensive systems can equally challenge high performers to learn at a high pace. Keywords: cognitive achievement, diff-in-diff, dispersion, literacy, numeracy, tracking.

Uma das diferenças importantes dos sistemas educacionais em diferentes países é a idade na qual cada aluno segue tracks distintos. Analisamos os efeitos que a idade na qual o tracking ocorre no rendimento do aluno, dentro de uma perspectiva comparativa, usando ondas recentes de três exames padronizados internacionais (PISA, TIMSS e PIRLS). A fim de controlar heterogeneidades nacionais não observáveis, adotamos a abordagem diferenças-na-diferença, na qual controlamos os resultados escolares secundários para diferenças já presentes na escola primaria (isto é, antes da introdução do tracking). Os resultados indicaram que um tracking antecipado tem um efeito negativo na performance média dos alunos, em especial em letramento. Além disso, ao separar os grupos por diferentes habilidades, o tracking antecipado tem fortes efeitos negativos nos alunos de baixo rendimento, sugerindo que os efeitos dos pares e do ambiente nos tracks de menos prestígio podem ter consequências prejudiciais nos rendimentos acadêmicos dos alunos. Ao contrário, encontrou-se um efeito nulo no grupo de alunos com melhor rendimento, sugerindo que sistemas abrangentes podem, da mesma forma, desafiar alunos de bom rendimento a aprender em um ritmo mais acelerado.

Palavras-chave: rendimento cognitivo, dispersão diferenças-na-diferença, letramento, numeramento, tracking.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: -

MONTT, Guillermo. Cross-national Differences in Educational Achievement Inequality. Sociology of Education, n. 84, 2011.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0038040710392717?journalCode=soea

Abstract/résumé/resumo: School systems are called not only to instruct and socialize students but also to differentiate among them. Although much research has investigated inequalities in educational outcomes associated with students’ family background and other ascriptive traits, little research has examined cross-national differences in the total amount of differentiation that school systems produce, the total achievement inequality. This article evaluates whether two dimensions of educational systems – variations in opportunities to learn and intensity of schooling – are associated with achievement inequality independent of family background. It draws data from the Programme for International Student Assessment for more than 50 school systems and models the variance in achievement. Findings suggest that decreasing the variability in opportunities to learn – in the form of greater homogeneity in teacher quality and the absence of tracking – within the school system might reduce achievement inequality. More intense schooling is also related to lower achievement inequality to the extent that this intensity is homogeneously distributed within the school system, particularly in the form of a more highly qualified teacher workforce.

Keywords: comparative education, educational achievement, achievement inequality, PISA, variance regression.

Os sistemas escolares são chamados não apenas para instruir e socializar os estudantes, mas também para diferenciá-los. Apesar de muitas pesquisas investigarem as desigualdades dos resultados educacionais associadas ao background familiar dos alunos e outros traços ascriptivos, poucas examinaram as diferenças entre os países no volume de diferenciação que o sistema escolar produz, o total da desigualdade de rendimento. Este artigo avalia se duas dimensões do sistema educacional – variações de oportunidades para aprender e intensidade de escolarização – estão associadas com a desigualdade de rendimento independentemente do background familiar. Ele usa dados do PISA para mais de 50 sistemas escolares e modelos de variação em rendimento. Os resultados sugerem que a diminuição da variação de oportunidades para aprendizagem – na forma de maior homogeneidade na qualidade dos professores e ausência de tracking – dentro do sistema da escola pode reduzir a desigualdade de rendimento. A escolarização mais intensa está também relacionada com menor desigualdade de rendimento, na medida em que essa intensidade é distribuída homogeneamente dentro do sistema escolar, em particular na forma de professores altamente qualificados.

Palavras-chave: educação comparada, rendimento educacional, desigualdade de rendimento, PISA, regressão de variância.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: dados do PISA de 50 países

OPPEDISANO, Veruska; TURATI, Gilberto. What Are the Causes of Educational Inequality and of Its Evolution over Time in Europe? Evidence from PISA. Education Economics, v. 23, n. 1, 2015.

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/09645292.2012.736475

Abstract/résumé/resumo: This paper provides evidence on the sources of differences in inequality in educational scores and their evolution over time in four European countries. Using Programme for International Student Assessment data from the 2000 and the 2006 waves, the paper shows that inequality decreased in Germany and Spain (two ‘decentralised’ schooling systems), whilst it increased in France and Italy (two ‘centralised’ systems). The decomposition exercise shows that educational inequality not only does reflect the background related inequality, but also schools’ characteristics especially. These characteristics are responsible for the observed evolution over time of inequality.

Keywords: educational inequalities, Oaxaca decomposition, decentralization of educational policies.

Este trabalho fornece evidências nas origens das diferenças na desigualdade das notas educacionais e sua evolução temporal em quatro países europeus. Usando dados do PISA nos anos de 2000 e 2006, o trabalho mostra que a desigualdade diminuiu na Alemanha e na Espanha (dois países com sistemas escolares “descentralizados”), enquanto cresceu na França e na Itália (dois sistemas “centralizados”). Um exercício de decomposição mostra que a desigualdade educacional não apenas reflete o background relacionado à desigualdade, mas também especialmente as características escolares. Essas características são responsáveis pela evolução observada na desigualdade ao longo do tempo.

Palavras-chave: desigualdades educacionais, decomposição Oaxaca, descentralização das políticas educacionais.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: Alemanha, França Espanha, Itália

Francês

DAMON, Julien. L’éducation et l’accueil des jeunes enfants: un rapport de l’OCDE sur la petite enfance. Recherches et Prévisions, n. 66, 2001.

https://www.persee.fr/doc/caf_1149-1590_2001_num_66_1_985

Abstract/résumé/resumo: Cette note reprend, résume et commente un récent rapport de l’Organisation de coopération et de développement économique (OCDE) sur la petite enfance et les politiques développées en leur direction dans une douzaine de pays membres de cette organisation. Dans les pays de l’OCDE, citoyens et responsables politiques considèrent que l’amélioration de l’accueil et de l’éducation des jeunes enfants est une priorité tant sur les volets de l’accessibilité que de la qualité.

O trabalho resume e comenta um relatório recente da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a primeira infância e as políticas desenvolvidas em 12 países membros da organização. Nos países da OCDE, os cidadãos e responsáveis políticos consideram que a melhoria no acolhimento e na educação das crianças pequenas é uma prioridade tanto nos quesitos de acessibilidade como de qualidade.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: 12 países da OCDE

ROBERT, Bénédicte. Les politiques scolaires de compensation en France et aux États-Unis. Diversité des acceptions et convergence des choix. Revue internationale de politique comparée, v. 14, n. 3, 2007.

https://www.cairn.info/revue-internationale-de-politique-comparee-2007-3-page-437.html

Abstract/résumé/resumo: Les politiques de compensation rompent avec le principe de l’égalité de traitement au nom de la justice corrective. Au cours de la mise en œuvre, les acteurs français et américains ont utilisé la subvention accordée pour diminuer le nombre d’élèves par enseignant. Cette utilisation ne va pas de soi, tant au regard des objectifs des politiques de compensation que de l’efficacité de cette pratique sur la réussite scolaire. La reconstitution des processus de changement montre que ce choix était celui qui modifiait le moins les pratiques existantes, tout en ayant une signification différente dans les deux pays.

As políticas de compensação rompem com o princípio de igualdade de tratamento em nome da justiça corretiva. Durante sua implementação, os autores franceses e americanos se utilizaram da subvenção acordada para diminuir o número de alunos por professor. Esse uso não é óbvio, tanto do ponto de vista dos objetivos das políticas de compensação quanto da eficiência dessa prática no sucesso escolar. A reconstituição dos processos de mudança mostra que essa escolha era a que menos modificava as práticas existentes, tendo diferentes significados nos dois países.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: França e Estados Unidos

Português

CRAHAY, Marcel e BAYE, Ariane. Existem escolas justas e eficazes?. Cad. Pesqui. [online], v. 43, n. 150, 2013.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742013000300007&script=sci_abstract&tlng=pt

Abstract/résumé/resumo: Pesquisas internacionais recentes comprovam a forte relação entre a origem social dos alunos e o sucesso escolar, já observada em estudos realizados desde a década de 1950. Se a universalidade desse fenômeno é indiscutível, os resultados das pesquisas indicam igualmente que a influência da condição socioeconômica no desempenho dos alunos varia conforme o país, e que certos sistemas educacionais conseguem melhor que outros limitar o peso do determinismo social. A proposta deste artigo é avançar na exploração dessa problemática com base nos resultados do PISA 2009 para a América Latina, tomando como referência o desempenho em leitura e matemática e os índices de repetência. Os resultados confirmam que uma redução das desigualdades sociais de sucesso e um aumento da eficácia não são incompatíveis.

Palavras-chave: desigualdades sociais, rendimento escolar, PISA, educação comparada.

Field of research/terrain de recherche/local da pesquisa: América Latina

Inglês

FARNEN, Russell F. Class Matters: Inequality, SES, Education and Childhood in the USA and Canada Today. Policy Futures in Education, v. 5, n. 3, 2007.

http://journals.sagepub.com/doi/10.2304/pfie.2007.5.3.278

This article examines recent trends in childhood and youth policy, political socialization, and civic education in the USA and Canada since 2000. It examines some of the current trends (such as political socialization and education research findings on children and youth) as well as policy initiatives (such as the landmark federal legislation called the “No Child Left Behind” law which mandates yearly testing in reading, writing, and mathematics from grade 5 on while totally ignoring other fields critical to democratic political development (such as social studies and civics). In addition, the article broaches the subject of class and socio-economic status (SES) in the US educational system and other trends such as introducing service learning into the elementary grades. Briefly put, all measures used for evaluation to date point to SES as the principal determinant of test performance, along with race, ethnicity, urban residence, and other such background factors. Service learning is also worth discussing both for its philosophical roots (which are firmly middle class) but also for its fit with the US and Canadian volunteeristic capitalistic political cultures which stress self-reliance and individualism. The article also considers some of the counter-effectiveness research that people (such as Gerald Bracey) use to indicate that except for its elitism, the US/Canadian educational systems are not underperforming and that educational critics have a hostile anti-public policy stance because they wish to privatize everything, regardless of the consequences therefrom to a democratic society.

GRUBB, W. Dynamic Inequality and Intervention: Lessons from a Small Country. The Phi Delta Kappan, 89(2), 105-114, 2007.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/003172170708900206